domingo, 11 de maio de 2008

Rita

Querida Amiga

"(...)
- Compreendes. É muito, muito longe. Não posso levar este corpo. É muito pesado"
(...)
- Quando olhares para o céu de noite, porque habitarei numa delas, porque me rirei numa delas, será para ti como se todas as estrelas se rissem. Só tu terás estrelas que saibam rir! (...)" (O Principezinho, Saint-Exupéry)

Dói muito, eu sei. Por agora, a dor magoada, nódoas negras do "nunca mais". A pouco e pouco, chegará silenciosamente a dor da saudade. Mais suave, subtil, quase doce, memórias inscritas, lágrimas e sorrisos entrelaçados. As lágrimas, querida amiga, serão para sempre. Contudo, perderão a amargura, um fio de mel sublinhando-te os passos, a cada passo. E sempre que disseres "Mãe", ela estará acordada em ti. Em todos os momentos, a cada minuto. Mais do que nunca, para sempre.