sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Meu Professor
Ter esta felicidade de serem tantos os momentos em que o revejo! Por instantes, aqui e ali, memórias, palavras, gestos meus que mais não são senão prendas antigas que tantas vezes me (nos) ofereceu. Prendas logo "des-cobertas", e outras que apenas agora se vão desembrulhando.

Aprender de si, como se diz no poema, a seguir tranquilamente entre a inquietude e a pressa. Ou a viver intensamente o que já se pôde realizar. Ou, como se diz na canção, aprender que a semana dura mais de sete dias. Aprender consigo a escutar o Principezinho. A pintar cascatas quando o deserto está prestes a secar uma alma. Aprender consigo. Meu Professor.

Ter esta felicidade de me sentir agradecida. E a angústia de nenhuma palavra ser suficiente para lhe dizer "obrigada".

domingo, 11 de maio de 2008

Rita

Querida Amiga

"(...)
- Compreendes. É muito, muito longe. Não posso levar este corpo. É muito pesado"
(...)
- Quando olhares para o céu de noite, porque habitarei numa delas, porque me rirei numa delas, será para ti como se todas as estrelas se rissem. Só tu terás estrelas que saibam rir! (...)" (O Principezinho, Saint-Exupéry)

Dói muito, eu sei. Por agora, a dor magoada, nódoas negras do "nunca mais". A pouco e pouco, chegará silenciosamente a dor da saudade. Mais suave, subtil, quase doce, memórias inscritas, lágrimas e sorrisos entrelaçados. As lágrimas, querida amiga, serão para sempre. Contudo, perderão a amargura, um fio de mel sublinhando-te os passos, a cada passo. E sempre que disseres "Mãe", ela estará acordada em ti. Em todos os momentos, a cada minuto. Mais do que nunca, para sempre.